terça-feira, 14 de julho de 2015

Jejum

São quatro e quarenta da manhã, estou na rua, parei para ouvir o silêncio da madrugada enquanto fazia meu trajeto para casa. Venta mas é um vento suave. Lembro-me que comi há muitas horas atrás, sinto meus ilíaco saltar junto com as clavículas que rasgam a minha pele. O jejum me deixa tranquila, diferente de dias atrás, onde passava mal só de atrasar o almoço. Gosto dessa resistência que a fome me dá, do costume do vazio, não ligar se posso comer daqui a 20 minutos ou 20 horas. 

Um comentário:

  1. Boa sorte na mudança x)
    Eu amo a madrugada, amo a noite, tem um certo mistério no ar que o dia não tem, é durante noite que eu mais paro pra pensar na vida, pra refletir, uma sensação boa.

    ;)

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